## Diretor de Backrooms detona IA: \"Podridão cultural e econômica\" no cinema Kane Parsons, o prodígio por trás do fenômeno viral \"Backrooms\", não mediu palavras ao expressar seu descontentamento com a inteligência artificial generativa. Em uma entrevista ao jornal The Australian, o diretor de apenas 20 anos, já detentor do recorde de estreia mais lucrativa da A24, afirmou categoricamente que eliminaria a IA se pudesse, classificando-a como um \"sintoma de uma podridão cultural e econômica mais ampla\" em Hollywood. Para Parsons, o uso da IA na criação artística anula completamente o propósito e o prazer do processo criativo. \"Se eu pudesse estalar os dedos e fazer a IA generativa desaparecer para sempre, provavelmente o faria. Criativamente, não sinto nenhum prazer em usar essas ferramentas. Isso derrota completamente o propósito para mim\", declarou. Embora reconheça o potencial da tecnologia para tarefas tediosas de efeitos visuais, ele levanta sérias preocupações sobre as \"consequências genuinamente prejudiciais já acontecendo\" que dificultam uma análise objetiva da situação. É interessante notar que Parsons é um exemplo de criatividade autodidata. Aos 16 anos, ele transformou sua série web em um sucesso global utilizando ferramentas gratuitas como o Blender e tutoriais do YouTube. Essa trajetória o leva a preferir explorar a IA como tema em suas obras, e não como uma ferramenta de produção. Ele aponta para a invasão de \"lixo óbvio de IA\" em nosso cenário visual cotidiano, questionando o real valor da tecnologia. O diretor, que atualmente finaliza \"Backrooms\" com sua equipe de efeitos visuais, reforça a importância da jornada autodidata para novos criadores. Para ele, é perfeitamente viável começar a produzir com recursos limitados, incentivando a persistência e a exploração da criatividade humana. As declarações de Parsons colocam em xeque o futuro da produção audiovisual e provocam uma reflexão essencial sobre o impacto da inteligência artificial na cultura e na economia criativa. Será que o brilho da autoria e da originalidade está em risco? A discussão promete esquentar cada vez mais.