## Seis Meses no Prédio Rosa e Azul: um brilho no Festival de Cannes O Festival de Cannes 2026 está a todo vapor, e um filme brasileiro está chamando a atenção da crítica. \"Seis Meses no Prédio Rosa e Azul\" (ou \"Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul\") é uma coprodução entre Brasil, México e Dinamarca, e foi selecionado para a mostra competitiva da Semana da Crítica. Dirigido pelo mexicano Bruno Santamaría Razo, o longa se destaca por sua narrativa sensível e tocante. Ambientado na Cidade do México no início dos anos 90, o filme narra a história de Bruno, um garoto de 11 anos que descobre sentimentos pelo melhor amigo, Vladimir. O diagnóstico de HIV para seu pai traz à tona um turbilhão de emoções e desafios familiares que moldam a infância de Bruno. Trinta anos depois, o diretor revisita essas memórias, trazendo à luz questões que, na infância, parecem incompreensíveis. A produção é realizada pela Desvia, uma produtora brasileira que tem feito barulho em festivais internacionais nos últimos anos. O filme foi filmado em 16mm, conferindo-lhe uma estética nostálgica que se entrelaça com as canções de salsa, que embalavam os momentos de dança e alívio das dores da vida familiar. O elenco é composto pelo talentoso Demick Lopes, conhecido por seu trabalho em \"A Filha do Palhaço\". Com a aposta certa de Rachel Daisy Ellis e Camille Reis à frente da produção, e uma equipe de pós-produção formada por nomes respeitados, \"Seis Meses no Prédio Rosa e Azul\" promete não apenas ser um sucesso nas telonas, mas também provocar reflexões profundas sobre amor, luto e crescimento. E o mais impressionante: é o único filme latino-americano na competição deste ano, destacando ainda mais sua importância no cenário cinematográfico global.