## Filmes eróticos retrô feitos com IA são lançados em Cannes Uma das estreias mais inusitadas do Festival de Cannes 2026 foi a coleção de curtas eróticos produzida por Inteligência Artificial, criada pelo diretor Thomas Meier, da empresa norueguesa Multiformat. Este projeto inovador não só chamou a atenção no festival, mas também levantou perguntas sobre como a tecnologia pode ressignificar o que já foi produzido na indústria do entretenimento. Os curtas foram desenvolvidos a partir de imagens de revistas eróticas dos anos 70. Usando IA, Meier deu vida a essas fotos, transformando-as em conteúdos dinâmicos com cores vibrantes, sons e diálogos que refletem os padrões da época. O projeto não se limita ao ambiente digital; o conteúdo também será lançado em mídia física, em Blu-ray e VHS, com a distribuição feita pela Klubb Super 8. Rickard Gramfors, CEO e cofundador do Cultpix, plataforma onde os curtas estão disponíveis, apresentou a visão por trás do projeto. Segundo ele, a intenção é estimular o debate sobre a sexualidade por meio da tecnologia, reexaminando como materiais que outrora eram considerados chocantes agora podem parecer inofensivos. \"Queremos criar uma conversa entre estéticas picantes do passado e novas tecnologias, explorando a evolução das atitudes em relação ao corpo humano ao longo dos anos\", explicou. O projeto tem um potencial considerável para provocar diálogos sobre a sexualidade, permitindo que o público considere como as percepções mudaram nas últimas cinco décadas. A fusão entre nostalgia e inovação levanta um questionamento sobre o que é considerado aceitável ou atrevido na arte e no entretenimento, tanto em relação ao passado quanto ao presente.