# Guerra de Gigantes: IMAX Ataca \"Infinity Vision\" da Disney ## A \"jogada de marketing\" da Disney acende um debate sobre o futuro dos formatos premium e quem realmente dita a imersão no cinema. O universo do cinema premium acaba de ganhar um novo capítulo polêmico. A IMAX, gigante reconhecida pela sua experiência imersiva em tela grande, não poupou críticas ao \"Infinity Vision\" da Disney, classificando-o como uma mera \"jogada de marketing\". Essa declaração, que repercutiu nos corredores de Hollywood e entre os cinéfilos, joga luz em uma rivalidade que vai além de meras proporções de tela, tocando na essência do controle e da percepção de valor na indústria cinematográfica. Para entender a controvérsia, é preciso contextualizar o \"Infinity Vision\". Trata-se da aposta da Disney para ter seu próprio formato de tela expandida, projetado para ser exibido em cinemas selecionados, muitas vezes associados à própria rede de exibição da empresa ou parceiros estratégicos. A premissa é clara: oferecer uma experiência visual mais ampla e envolvente para seus grandes blockbusters, como os do universo Marvel e Star Wars. A jogada da Disney é uma tentativa estratégica de exercer maior controle sobre a cadeia de valor da exibição, desde a produção do conteúdo até a forma como ele chega ao espectador, potencialmente minimizando a dependência de parceiros como o IMAX. A reação do IMAX é compreensível e, de certa forma, esperada. Ao longo de décadas, a empresa construiu sua reputação com uma tecnologia de ponta, que inclui câmeras específicas, projetores de alta resolução e telas monumentais que preenchem o campo de visão. O formato expandido do IMAX – seja 1.90:1 ou o ainda mais imersivo 1.43:1 em telas a laser – é sinônimo de um padrão de qualidade e imersão inigualável para muitos. Chamar o \"Infinity Vision\" de \"jogada de marketing\" é, para o IMAX, uma forma de defender seu legado tecnológico e a percepção de que sua experiência é a autêntica e superior, questionando se a Disney está realmente entregando algo substancialmente diferente ou apenas reempacotando uma ideia existente sob uma nova marca para fins comerciais. No centro dessa disputa está o espectador. Com a proliferação de formatos premium (IMAX, Dolby Cinema, 4DX, e agora o \"Infinity Vision\"), a escolha se torna complexa e a carteira, mais leve. A pergunta que paira é: essas 'novas' experiências realmente justificam o preço mais alto do ingresso? A competição entre esses formatos pode, em teoria, impulsionar a inovação e beneficiar o consumidor. Contudo, se o 'Infinity Vision' for percebido apenas como uma rebrand de algo que já existe, a longo prazo, pode gerar ceticismo e frustração. Essa guerra silenciosa de formatos é um indicativo de como os estúdios buscam constantemente maneiras de monetizar e aprimorar a experiência cinematográfica em um cenário de crescente concorrência com o streaming, mas também levanta questões sobre a autenticidade da 'inovação' em jogo. Para mais análises sobre a evolução do cinema e as estratégias das grandes corporações, **leia nosso artigo sobre o impacto do streaming nas bilheterias**.