O cineasta e ator Mark Ruffalo não tem medido palavras ao criticar a fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance. Durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos, convocada pelo senador Cory Booker, ele enfatizou que essa união poderia resultar em efeitos \"devastadores\" tanto para o cinema quanto para a televisão e a liberdade de imprensa. Ruffalo não se conteve e mencionou que o controle oligárquico que a fusão representa representa uma ameaça séria à democracia e ao direito da população de estar bem informada. Seus comentários foram contundentes, alegando que não é necessário ver clássicos como 'Cidadão Kane' ou ler '1984' para entender os perigos de uma concentração de poder nas mãos de poucos. O ator também desafiou diretamente as promessas de David Ellison, CEO da Paramount Skydance, de que a nova entidade combinada se comprometeria a lançar 30 filmes por ano. Para Ruffalo, essas garantias são simplesmente promessas vazias, movidas pela avareza e por uma ideologia nociva. Denunciando um padrão já estabelecido, ele apontou que a fusão anterior da Paramount com a Skydance em agosto de 2025 levou a uma enorme onda de demissões, com mais de 2.000 trabalhadores perdendo seus empregos. Além de se preocupar com o impacto sobre o cinema, Ruffalo fez eco às vozes de muitos em Hollywood que temem que essa fusão possa levar à perda de dezenas de milhares de postos de trabalho na indústria da mídia. O financiamento envolvido, que provém de dívidas e de fundos soberanos de países como Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi, só intensifica essa preocupação. Em suma, seus comentários revelam uma preocupação genuína com o futuro da indústria e a saúde do discurso democrático.