# \"Devoradores de Estrelas\": O enigma dos efeitos visuais em Hollywood Nos últimos anos, Hollywood tem sido inundada por produções que dependem fortemente da computação gráfica (CGI) para criar mundos e criaturas fantásticas. No entanto, o novo filme da Sony Pictures, \"Devoradores de Estrelas\", promete desafiar essa tendência ao apostar em uma abordagem que valoriza, primeiramente, os efeitos práticos, mesmo em um gênero tão propenso ao digital como a ficção cientÃfica espacial. ## Uma Viagem ao Passado com Toques de Modernidade O filme, que apresenta cenários como naves espaciais, viagens intergalácticas e seres alienÃgenas, parecia, à primeira vista, um terreno fértil para o CGI. Contudo, o diretor Christopher Miller revelou ao ComicBook que a produção evitou o uso de telas verdes, uma ferramenta comum para a inserção de efeitos digitais. \"O mais legal do filme é que não tem tela verde nenhuma. Nem uma única tela verde ou azul foi usada\", afirmou Miller. Essa decisão permitiu que a equipe construÃsse a nave inteira como um cenário real, tanto em seu interior quanto em grandes seções do exterior. Além disso, o personagem alienÃgena Rocky esteve fisicamente presente no set, interagindo com os atores, o que, para Miller, \"faz tudo parecer real e natural\". ### A Linha tênue entre o prático e o digital Apesar da ênfase nos efeitos práticos, a afirmação de Miller gerou burburinho na internet, levando o diretor a esclarecer a situação no X. Ele explicou que \"não ter tela verde\" não significa uma ausência total de efeitos visuais. \"Na verdade, existem milhares de efeitos visuais no filme\", admitiu Miller. A distinção crucial é que a tela verde é frequentemente utilizada para substituir cenários ou planejamento de locações/iluminação, algo que \"Devoradores de Estrelas\" procurou evitar ao máximo. ### O Toque digital que aprimora a realidade Miller detalhou que a equipe construiu todo o interior da nave Hail Mary. Contudo, o CGI foi empregado para \"remoção de fios e marionetes, substituição de tetos, etc.\" Essa abordagem permite que os efeitos digitais sirvam como um aprimoramento sutil e essencial, em vez de serem a base da criação visual. O exemplo mais claro é o alienÃgena Eridiano, Rocky, cuja concepção para a trama, conforme Ryan Gosling comentou ao Omelete, incluiu, sim, a intervenção de computação gráfica para dar vida à criatura de forma convincente. O Koreverso entende que essa estratégia de combinar o melhor dos dois mundos – o realismo dos efeitos práticos com a capacidade de refinamento do CGI – pode ser o caminho para produções de ficção cientÃfica que buscam uma imersão mais profunda e uma estética visual diferenciada, oferecendo ao público uma experiência que equilibra a autenticidade e a magia do cinema moderno.