# O Aroma da Pitanga: Wagner Moura em Remake de Kiarostami, filmagens encerradas! As lentes se fecharam e os microfones foram guardados: as filmagens de \"O Aroma da Pitanga\", o remake brasileiro do clássico iraniano \"O Gosto de Cereja\", de Abbas Kiarostami, foram oficialmente concluídas. E a julgar pela foto de Wagner Moura ao lado do diretor argentino Lisandro Alonso e de Ahmad Kiarostami, filho do lendário cineasta iraniano, a atmosfera nos sets foi de pura celebração e respeito ao legado. Sob a direção de Lisandro Alonso, conhecido por sua abordagem autoral e visceral, e com Wagner Moura no papel que consagrou Homayoun Ershadi, \"O Aroma da Pitanga\" está gerando uma expectativa gigantesca. A produção, comandada por Vânia Catani da Bananeira Filmes, com distribuição da Paris Filmes, promete revisitar a obra-prima que garantiu a Kiarostami a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Um desafio e tanto, mas que a equipe parece ter abraçado com garra. ### Um elenco de peso e um cenário singular Rodado nas paisagens de Palmas, Tocantins, o filme promete uma estética visual marcante, algo que já se espera com Lula Carvalho na direção de fotografia. Além de Moura, o elenco conta com talentos como Gérman da Silva, Adanilo, Isabela Catão e Adirley Queiroz, nomes que vêm se destacando no cinema nacional e que trazem ainda mais peso para a produção. É a união da irreverência brasileira com a profundidade de um clássico universal. ### O aval da família Kiarostami Já não é segredo que Ahmad Kiarostami, o filho do diretor original, não poupou elogios a Wagner Moura. Em uma publicação que viralizou nas redes sociais, Ahmad expressou sua admiração, destacando que, após assistir Moura em \"O Agente Secreto\", ele se convenceu de que o ator brasileiro seria capaz de personificar o complexo protagonista de \"O Gosto de Cereja\" com a mesma maestria e originalidade de Homayoun Ershadi. Uma aposta alta, mas que, pelo visto, tem tudo para ser um acerto estrondoso. A expectativa é que \"O Aroma da Pitanga\" seja uma homenagem digna, mas também uma obra autônoma e potente, capaz de emocionar e provocar reflexões, como o original fez e continua fazendo.